
É provável que você, pelo menos uma vez na vida, já tenha lido alguma notícia na internet. Provavelmente também já ouviu ou baixou alguma música da rede. Se for um pouco mais ligado em tecnologia (bem pouco mesmo, diga-se de passagem!), talvez tenha lido ou baixado/ouvido alguma notícia ou música para o seu celular. Mas você já se perguntou aonde isso vai chegar?
Já imaginou, por exemplo, um mundo sem revistas e jornais impressos? Sem estantes abarrotadas de CDs?
Pois esse mundo existe e é exatamente nele que vivemos. Bem ao alcance de todos nós (pelo menos aqueles que possam pagar por ele).
A Amazon (primeira livraria on-line e hoje a maior loja de departamento do planeta) pretende, com seu novo leitor eletrônico Kindle DX, revolucionar a indústria de livros, jornais e revistas e abocanhar a distribuição desse conteúdo de forma rápida e econômica. A longo prazo, diminuindo o impacto da produção e consumo de papel pela sociedade.
Prepotência? Nem tanto. O Ipod, da Apple, vem provando dia a dia que, com boa organização e planejamento, é possível levar as pessoas a comprar e ouvir música pelo celular em vez de adquirir os CDs nas lojas dos shoppings. Por que não fazê-los também ler livros, revistas, jornais e HQs em um leitor eletrônico?
A indústria jornalística já está aderindo a idéia. Em 6 países, 37 jornais colocaram à disposição seus conteúdos em dispositivos de leitura eletrônica. Outras 28 revistas, como a Time e a Newsweek também. Todos com descontos que chegam a 50% em relação aos preços cobrados nas edições impressas. Você não assinaria?
O custos dos leitores eletrônicos ainda é alto, o que torna sua massificação, a curto prazo, bem improvável. Arriscado também, seria prever agora o “fim dos jornais, revistas e livros impressos”.
Muito se falou, por exemplo, do fim dos LPs quando o CDs apareceram no mercado. Mas o tempo mostrou que esses continuam vivos, a ponto de alguns lançamentos (como o Favourite Worst Nightmare, dos Arctic Monkeys – fenômeno da internet de 2007) venderem mais em vinil que em CD em alguns países.
Porém é certo que a comodidade de ter, a preços reduzidos, seus jornais e revistas preferidos num único dispositivo e a poucos cliques de distância (o Kindle DX funciona com tecnologia celular 3G) pesará bastante daqui para frente.
Será o fim das velhas bancas de jornal? Só o tempo dirá.






