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Hipoteticamente falando… 2*

sábado, 7 de novembro de 2009

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Voltando a me apropriar do título de um quadro do programa “Irritando Fernanda Young”  para falar um pouco mais sobre a experiência de ser designer, retomo o tema de onde parei no texto anterior: tentando desmitificar um pouco essa maravilhosa profissão, tantas vezes mal compreendida, através de hipóteses resultantes de muita observação, vivência, horas de bate-papo com amigos da área e uma pitada de bom humor. Vamos lá:

Hipótese #4: Designer não paga conta no final do mês.

Acredito que na cabeça de algumas pessoas designer é um sujeito “diferente”, que entre camisetas descoladas, tênis All-Star, miniaturas de Star Wars, Ipods, Iphones e tudo mais que tiver a chancela da Apple, vivem a cantarolar os últimos lançamentos das bandas mais “cults” do planeta (aquelas que você nunca ouviu falar) em um mundo multi-colorido plugado 24h na internet.
Ok! Tem muito designer por aí que lembra bastante esse perfil. O que essas pessoas esquecem é que junto com tudo isso, esse carinha de camiseta estampada e cabelo engraçado, tem uma porção de contas para pagar.

Mas se o designer, como todo mundo, precisa pagar as contas no fim do mês, por que diabos ele poderia trabalhar de graça para você?

Pois esse pensamento nós vemos muito por aí…

A obsessão por bons resultados que norteia o mundo dos negócios atualmente, alimenta uma prática desonesta, aética e predatória que pode acabar, em médio prazo, destruindo muitas empresas desse mercado.

Muitos “clientes”, precisando contratar um designer, convocam 4, 5 profissionais diferentes para apresentar soluções para determinado problema oferecendo remuneração somente à solução escolhida.

Aí me pergunto: Os outros 4 designers não trabalharam? Não dedicaram seu tempo, seu conhecimento, sua expertise no desenvolvimento de soluções muitas vezes tão boas quanto a selecionada? Não merecem ser remunerados pelo serviço prestado, mesmo este não sendo de fato utilizado? Afinal, a escolha por utilizar ou não o projeto é do cliente, e não do designer, correto?

Um ponto importante é ressaltar que nós designers não somos agência de propaganda. Estas, trabalham com uma remuneração básica de 20% sobre qualquer veiculação de trabalho desenvolvido e esta remuneração, por si só, já lhes garante boa rentabilidade durante um longo período.

Nosso “ganha-pão” vem da criação. Os das agências, da veiculação. Desenvolvemos projetos isolados, únicos, personalizados, que uma vez finalizados, não geram mais receitas posteriormente. É o valor que está lá no contrato e só! Se um cliente não paga por ele, não há como vendê-lo para outro.

Uma outra situação que acontece muito é o cliente chegar até a gente e perguntar: “Não dá para você fazer alguma coisa para a gente ver como vai ficar? Se a gente gostar, tá fechado!”

Devemos sempre resistir a essas “propostas indecentes” e, nesses casos, propor uma remuneração mínima para todo e qualquer trabalho. Não podemos criar nada de graça, sem garantias de que nosso suor será recompensado.

Nossos clientes são o elemento central de nosso negócio. Sem eles, não há razão para existirmos. Mas um negócio deve ser bom para os dois lados.

Principalmente em projetos de design, a relação cliente-profissional deve ser consistente, honesta, confiável. Deve ser baseada em informação, conhecimento e respeito entre as partes. Nosso cliente deve compreender perfeitamente a natureza dos nossos serviços e a forma correta de nos posicionarmos no mercado.

Se, em alguns casos, ele não concordar com isso, não estará preparado para vivenciar todo o processo envolvido em um  projeto de design de verdade. O que ele precisa é de um “filho-do-primo-do-sobrinho-da-minha-amiga” que seja “fera” no computador para reproduzir na tela as suas vontades.

Nós, mais do que ninguém, devemos valorizar o nosso trabalho, apresentando os benefícios que este irá trazer para o seu negócio.

Quando recebo estas “propostas-indecentes” logo uma idéia me vem a mente: “Fecha logo, não se preocupe. Designer não paga conta no final do mês!”

Ahhhh… Como seria bom se fosse verdade!

Até a próxima!
Guilherme Andrade

* Livremente inspirada no texto “Um basta à especulação!”, de Gilberto Strunk.

O que será das bancas de jornal?

quarta-feira, 17 de junho de 2009

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É provável que você, pelo menos uma vez na vida, já tenha lido alguma notícia na internet. Provavelmente também já ouviu ou baixou alguma música da rede. Se for um pouco mais ligado em tecnologia (bem pouco mesmo, diga-se de passagem!), talvez tenha lido ou baixado/ouvido alguma notícia ou música para o seu celular. Mas você já se perguntou aonde isso vai chegar?

Já imaginou, por exemplo, um mundo sem revistas e jornais impressos? Sem estantes abarrotadas de CDs?

Pois esse mundo existe e é exatamente nele que vivemos.  Bem ao alcance de todos nós (pelo menos aqueles que possam pagar por ele).

A Amazon (primeira livraria on-line e hoje a maior loja de departamento do planeta) pretende, com seu novo leitor eletrônico Kindle DX, revolucionar a indústria de livros, jornais e revistas e abocanhar a distribuição desse conteúdo de forma rápida e econômica. A longo prazo, diminuindo o impacto da produção e consumo de papel pela sociedade.
Prepotência? Nem tanto. O Ipod, da Apple, vem provando dia a dia que, com boa organização e planejamento, é possível levar as pessoas a comprar e ouvir música pelo celular em vez de adquirir os CDs nas lojas dos shoppings.  Por que não fazê-los também ler livros, revistas, jornais e HQs em um leitor eletrônico?

A indústria jornalística já está aderindo a idéia. Em 6 países, 37 jornais colocaram à disposição seus conteúdos em dispositivos de leitura eletrônica. Outras 28 revistas, como a Time e a Newsweek também. Todos com descontos que chegam a 50% em relação aos preços cobrados nas edições impressas.  Você não assinaria?

O custos dos leitores eletrônicos ainda é alto, o que torna sua massificação, a curto prazo, bem improvável. Arriscado também, seria prever agora o “fim dos jornais, revistas e livros impressos”.

Muito se falou, por exemplo, do fim dos LPs quando o CDs apareceram no mercado. Mas o tempo mostrou que esses continuam vivos, a ponto de alguns lançamentos (como o Favourite Worst Nightmare, dos Arctic Monkeys – fenômeno da internet de 2007)  venderem mais em vinil que em CD em alguns países.

Porém é certo que a comodidade de ter, a preços reduzidos, seus jornais e revistas preferidos num único dispositivo e a poucos cliques de distância (o Kindle DX funciona com tecnologia celular 3G) pesará bastante daqui para frente.
Será o fim das velhas bancas de jornal? Só o tempo dirá.

Até a próxima!

Guilherme Andrade

Valorize cada momento

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Nosso bate-papo gira em torno de relacionamento. Como sua empresa se relaciona com clientes, fornecedores e os próprios funcionários? Se você ainda não parou para pensar nisso, não deixe para depois. Cada dia mais gente tende a consumir marcas com as quais se identifiquem. Que, de alguma forma, faça parte de suas vidas.

A forma como uma empresa se apresenta e a imagem que esta gera na cabeça do seu consumidor muitas vezes são mais importantes que o próprio serviço ou produto em si. Temos, pelo mundo todo, inúmeros exemplos que comprovam o que estou dizendo. Vide empresas como Apple, Microsoft e Coca-Cola que, tornando-se sinônimos de qualidade, assinam uma gama imensa de produtos que, não fossem pela marca, seriam facilmente confundidos com seus concorrentes e vendidos a preços inferiores aos que eles apresentam hoje no mercado.

Construir uma imagem forte é trabalho conjunto de todos os setores de uma empresa. Da direção à recepcionista, do marketing à limpeza, do atendimento telefônico ao relacionamento com os funcionários. Tudo está contribuindo para a formação da sua marca. Uma propaganda bem criada, uma embalagem prática e eficiente, um folder institucional inteligente ou um site na internet prático e dinâmico. Nada “foge aos olhos” de um consumidor mais exigente. Há cada dia o mercado está mais exigente.

Oferecer os melhores serviços e produtos deixou de ser o diferencial para tornar-se atributo básico de sobrevivência de qualquer empresa atualmente. A maneira como seu cliente é atendido, a impressão que ele tem desse contato e a experiência que ele absorve dessa relação é que vai determinar se ele irá voltar a lhe procurar no futuro, indicá-lo a um colega ou ainda comentar sobre seu produto numa roda de amigos.

Todos os momentos em que a marca fala direta ou indiretamente ao seu público devem ser valorizados a fim de seduzí-lo e encantá-lo. Cada circunstância deve ser encarada como um novo desafio, uma constante superação de expectativas. Não pode haver falhas. É através do relacionamento com seu consumidor que a empresa oferece seu melhor. E através dessa relação que ela transforma esses simples momentos em experiências memoráveis.

Você está oferecendo o melhor para seu cliente? Pense nisso.

Até o mês que vem!

Guilherme Andrade