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segunda-feira, 8 de março de 2010
montagem_marcasMarcas em versões alternativas | Fotos: Gabi Mello

Nós, designers, vivemos tentando convencer nossos clientes de que a identidade visual de uma empresa vai muito além de seu nome escrito em um pedaço de papel. Vivemos procurando mostrar que existe um conjunto de elementos que, organizados de forma ordenada e planejada, transformam um caos de cores, formas, letras e símbolos em um sistema único de comunicação. E mais, tentamos a todo custo provar que sem conhecimento, experiência e planejamento adequados, o nome de sua empresa desenhado num pedaço de papel será para sempre somente isso, um desenho num pedaço de papel. Nunca uma marca.

Este pensamento é uma constante na cabeça de 10 entre 10 designers que conheço e motivo de reclamações inflamadas em muitas mesinhas de bar que já sentei. Na minha vida, por mais distante que esteja do tema, volta e meia sou surpreendido por algo que me chama atenção e me traz de volta ao assunto. Em minhas férias não seria diferente!

Viajei quase 16.000 km, mais de 24 horas de vôo, 10 horas de diferença de fuso para, em uma ilhota no sudeste da Ásia, bater de frente com o tema e trocar minha profissão-temporária de “mochileiro-explorador-de-novas-culturas” pela de “designer-workaholic-obcecado”  por algumas horas.

Tudo começou quando eu minha “esposa-sócia-designer-publicitária-obcecada” resolvemos dar uma volta pela vila de “ciganos-do-mar” da ilha na qual estávamos passando uns dias de merecido descanso, após anos de trabalho duro sem férias. Depois de alguns minutos caminhando entre lojinhas e barraquinhas que vendiam todo tipo de souvenirs e comidas típicas da região, contemplamos uma espécie de mercearia, mercadinho, ou algo do gênero: um prato cheio para dois tarados por “coisas diferentes”, como diria minha mãe.

Rapidamente a Gabi correu para as gôndolas do mercadinho, sacou nossa câmera fotográfica da bolsa e começou a tirar fotografia dos produtos e a rir sem parar, me chamando a cada passo e apontando um produto novo nas prateleiras:

- Olha isso: Sprite e Fanta! Olha o Dove! Batata Lays, Colgate! Coca-colaaaaaa!

Muitas fotos e risadas depois, conversávamos sobre como várias vezes não é preciso mais que algumas formas e cores para que determinássemos que aquele shampoo se tratava de um Dove, ou que o biscoito dentro daquela embalagem era certamente um Oreo. Mesmo escrito literalmente em outro alfabeto, e sem que a gente entendesse nada do nome dos produtos, era simples reconhecer cada um.

As fotos acima não nos deixam mentir: uma marca é muito mais que um nome escrito num papel. É um sistema de elementos organizados de maneira particular que representa uma empresa, um produto, um serviço ou uma idéia e que mesmo quanto não está completo, carrega todas as particularidades de quem ele representa.

Não se engane: uma marca tem sempre “algo mais”. Não é um desenho e nem nunca será. Todo mundo faz desenho. Quem faz marca é designer. Sempre será!

Vai uma Coca-cola, aí?

Até a próxima!
Guilherme Andrade

Sorvetão for Kids - marca

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Em breve que vem será inaugurada a primeira loja de roupa infantil da marca Sorvetão for Kids (by Andréia Sorvetão).

Nada mais natural, certo? Já que Andréia lida com o público infantil desde seus tempos como paquita do Xou da Xuxa.

E para esta nova empreitada, nossa eterna Xiquitita quis que a marca de suas roupas tivesse bem ligada com sua marca pessoal, por isso decidimos manter a mesma linguagem usada.

Abaixo vocês podem ver o resultado.

Em breve estará no nosso portifólio todo o material promocional desenvolvido para a loja, como TAGs, embalagens para presente, sacolas, etc.

sorvetao_kids_blog

Hipoteticamente falando… 2*

sábado, 7 de novembro de 2009

img_coluna_gui_nov09

Voltando a me apropriar do título de um quadro do programa “Irritando Fernanda Young”  para falar um pouco mais sobre a experiência de ser designer, retomo o tema de onde parei no texto anterior: tentando desmitificar um pouco essa maravilhosa profissão, tantas vezes mal compreendida, através de hipóteses resultantes de muita observação, vivência, horas de bate-papo com amigos da área e uma pitada de bom humor. Vamos lá:

Hipótese #4: Designer não paga conta no final do mês.

Acredito que na cabeça de algumas pessoas designer é um sujeito “diferente”, que entre camisetas descoladas, tênis All-Star, miniaturas de Star Wars, Ipods, Iphones e tudo mais que tiver a chancela da Apple, vivem a cantarolar os últimos lançamentos das bandas mais “cults” do planeta (aquelas que você nunca ouviu falar) em um mundo multi-colorido plugado 24h na internet.
Ok! Tem muito designer por aí que lembra bastante esse perfil. O que essas pessoas esquecem é que junto com tudo isso, esse carinha de camiseta estampada e cabelo engraçado, tem uma porção de contas para pagar.

Mas se o designer, como todo mundo, precisa pagar as contas no fim do mês, por que diabos ele poderia trabalhar de graça para você?

Pois esse pensamento nós vemos muito por aí…

A obsessão por bons resultados que norteia o mundo dos negócios atualmente, alimenta uma prática desonesta, aética e predatória que pode acabar, em médio prazo, destruindo muitas empresas desse mercado.

Muitos “clientes”, precisando contratar um designer, convocam 4, 5 profissionais diferentes para apresentar soluções para determinado problema oferecendo remuneração somente à solução escolhida.

Aí me pergunto: Os outros 4 designers não trabalharam? Não dedicaram seu tempo, seu conhecimento, sua expertise no desenvolvimento de soluções muitas vezes tão boas quanto a selecionada? Não merecem ser remunerados pelo serviço prestado, mesmo este não sendo de fato utilizado? Afinal, a escolha por utilizar ou não o projeto é do cliente, e não do designer, correto?

Um ponto importante é ressaltar que nós designers não somos agência de propaganda. Estas, trabalham com uma remuneração básica de 20% sobre qualquer veiculação de trabalho desenvolvido e esta remuneração, por si só, já lhes garante boa rentabilidade durante um longo período.

Nosso “ganha-pão” vem da criação. Os das agências, da veiculação. Desenvolvemos projetos isolados, únicos, personalizados, que uma vez finalizados, não geram mais receitas posteriormente. É o valor que está lá no contrato e só! Se um cliente não paga por ele, não há como vendê-lo para outro.

Uma outra situação que acontece muito é o cliente chegar até a gente e perguntar: “Não dá para você fazer alguma coisa para a gente ver como vai ficar? Se a gente gostar, tá fechado!”

Devemos sempre resistir a essas “propostas indecentes” e, nesses casos, propor uma remuneração mínima para todo e qualquer trabalho. Não podemos criar nada de graça, sem garantias de que nosso suor será recompensado.

Nossos clientes são o elemento central de nosso negócio. Sem eles, não há razão para existirmos. Mas um negócio deve ser bom para os dois lados.

Principalmente em projetos de design, a relação cliente-profissional deve ser consistente, honesta, confiável. Deve ser baseada em informação, conhecimento e respeito entre as partes. Nosso cliente deve compreender perfeitamente a natureza dos nossos serviços e a forma correta de nos posicionarmos no mercado.

Se, em alguns casos, ele não concordar com isso, não estará preparado para vivenciar todo o processo envolvido em um  projeto de design de verdade. O que ele precisa é de um “filho-do-primo-do-sobrinho-da-minha-amiga” que seja “fera” no computador para reproduzir na tela as suas vontades.

Nós, mais do que ninguém, devemos valorizar o nosso trabalho, apresentando os benefícios que este irá trazer para o seu negócio.

Quando recebo estas “propostas-indecentes” logo uma idéia me vem a mente: “Fecha logo, não se preocupe. Designer não paga conta no final do mês!”

Ahhhh… Como seria bom se fosse verdade!

Até a próxima!
Guilherme Andrade

* Livremente inspirada no texto “Um basta à especulação!”, de Gilberto Strunk.

Pubblicità no Peixe Grande 2009

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O site desenvolvido pela Pubblicità Comunicação & Design, www.osalto.com.br está competindo na categoria “Melhores Sites 2009” Categoria Júri Técnico e Júri Popular do selo Peixe Grande ( www.peixegrande.com.br).

Por isso, não deixe de votar,  basta acessar este link!

Visite também os links dentro desse site, Myspace, You Tube, etc.

Lembre-se que você deverá confirmar o voto clicando no link que será enviado para o seu e-mail.

Todos da equipe Pubblicità agradecem!

AIB News

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Esse mês desenvolvemos para AIB - Associação de Impresa da Barra uma marca para um novo produto: a AIB News.

Agora seus comunicados já passam a estampar essa nova identidade visual.

Quem sabe se novos produtos da AIB News surgem por aí?

Vamos aguardar.

aibnews

Hipoteticamente falando…

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

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Peço licença à apresentadora Fernanda Young para utilizar o bordão de um quadro de seu programa como título dessa coluna, mas como dizem, ele “caiu como uma luva”.

Vivo me perguntando porque nós, designers, constantemente nos vimos em situações no mínimo “inusitadas”. A partir de minhas experiências ao longo desses poucos 7 anos de profissão, formulei algumas hipóteses curiosas de como as pessoas (é claro que nem todas elas) enxergam a nossa profissão. Vamos a elas:

Hipótese #1: Dominando o Coreldraw, qualquer um vira designer.
Porque as pessoas imaginam que basta a elas saber utilizar um programa de computação gráfica para desenvolver projetos gráficos de verdade?

Seria o mesmo que pensar que sabendo usar uma calculadora e um par de esquadros você poderia se considerar um engenheiro civil ou arquiteto e sair por aí construindo prédios, escolas e até cidades inteiras. Ou então que, com um pincel, tinta e uma tela na mão, poderia pintar um Van Gogh.

Um designer é muito mais que um operador de computador. Ele detém o conhecimento teórico e prático de toda uma metodologia de projeto, etapas, técnicas e modelos já testados e legitimados pela história da profissão. Como diz muito bem o grande designer Gilberto Strunk em seu livro Viver de Design: “É impossível substituir anos de estudo, experiência e uma alfabetização visual desenvolvida pelo simples domínio de softwares.”.

Hipótese #2: Esse cara é um artista!
É muito comum as pessoas confundirem design e arte. Por haver tanta gente atuando na área sem formação específica (olha o manipulador de Coreldraw aí!), nem sempre os métodos mais adequados a um determinado projeto são aplicados, fazendo do processo de desenvolvimento algo muito intuitivo, pessoal, por vezes até misterioso e mágico.

Designer não é artista. Muito menos mágico. Seu trabalho é desenvolver soluções para as necessidades das pessoas. Esse trabalho está diretamente ligado à informação. Nossa missão é desenvolver conceitos que formalizados, façam esta informação circular com a maior eficácia possível. Nossas soluções devem ser conceituadas e acompanhadas de um pensamento racional, que as situem dentro de um contexto apresentado.

Design não é bonito ou feio. Design é correto, pertinente, eficaz.

Hipótese #3: Toda opinião é importante para o bem do projeto.
Essa costuma ser uma das situações que mais acontecem na vida de um designer. Todo mundo acha que pode opinar a respeito de tudo relacionado a um projeto de design.

“Não poderia ser redondo, em vez de quadrado?”, “Prefiro isso verde em vez de vermelho, pode ser?” , ou ainda “Achei essa fonte muito quadrada, não poderia ter umas curvinhas nela não?”.

Esse tipo de colocação não faz o menor sentido, se partindo de alguém sem formação na área e algum fundamento pertinente. Afinal de contas, ninguém vai ao médico e, ao receber seu diagnóstico e tratamento, emenda: “- Doutor, não seria melhor eu tomar um anti-inflamatório em vez de antibiótico?” ou “Posso tomar aquelas pílulas verdes em vez das vermelhas? É que adoro verde!” Ninguém chega para o engenheiro e diz: “- Não seria melhor colocar este pilar mais para o canto da sala. Estou achando que essa pilastra está poluindo a minha cozinha.”.

Se, nesses casos, este tipo de colocação não passa pela cabeça de ninguém, porque em assuntos relacionados ao design isso é uma constante?

Quem deve ser consultado sobre design é o designer, profissional da área, e não outro profissional, como acontece com freqüência. Não passa pela cabeça de ninguém entrevistar um arquiteto para falar sobre os avanços da pesquisa sobre o câncer, mas é comum qualquer um sentir-se à vontade para opinar e até alterar completamente um projeto gráfico, sem a menor inibição. E porquê?

Enfim, tenho formuladas ainda muitas outras hipóteses sobre o assunto. Desejo, com o tempo, ir apresentando-as aqui. Meu objetivo com isso é desmitificar um pouco essa maravilhosa profissão, tantas vezes mal compreendida, sub-julgada e desvalorizada. Afinal de contas, conhecer é o primeiro passo para entender e utilizar.

Até a próxima!

Guilherme Andrade

Um basta à especulação! Por Gilberto Strunk*

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Este texto de Gilberto Strunck* originalmente publicado no livro “Viver de Design”, fala da ética no trabalho de design acerca de projetos especulativos no qual o designer participa sem a certeza de que irá receber pelo trabalho. Hoje, infelizmente, não precisamos procurar muito para encontrar este tipo de situação…

“Capítulo III, Artigo 12º do Código de Ética Profissional do Designer Gráfico da Associação dos Designers Gráficos(ADG):

‘O Designer Gráfico não deve, sozinho ou em concorrência, participar de projetos especulativos,pelo qual só receberá o pagamento se o projeto vier a ser aprovado’.

Um dos grandes dilemas que você vai enfrentar em sua carreira está ligado aos projetos especulativos. Esse tipo de relação, em que o Cliente nos solicita serviços sem uma remuneração garantida, além de ser aético, é predatório e pode, a médio prazo, inviabilizar seu negócio e também dos seus colegas.

Sei que as pressões são enomes. Elas vêm dos Clientes, que lhe acenam com a possibilidade de fazer grandes projetos no futuro, que lhe dizem que se você não quiser participar não faz mal, pois ele tem uma dúzia de pessoas que topam.

Vêm também dos concorrentes micreiros, sem formação acadêmica na área.
E até mesmo de suas fases de poucos projetos x compromissos financeiros no fim de cada mês. No entanto, mesmo com sacrifícios, temos de estruturar o nosso jovem e promissor mercado, resistir a esses convites, propor uma remuneração mínima para todos os concorrentes.

Nossa sociedade vem mudando aceleradamente. No mundo dos negócios, instalou-se uma verdadeira obsessão por bons resultados. Em função disso, muitas empresas para contratar nossos serviços, passaram a convidar três, cinco designers, para apresentarem suas soluções para determinada tarefa, oferecendo pagamento somente ao escolhido no final do processo. Isso talvez inspirado nos modelos das concorrências de publicidade.

Não somos agências de propaganda. Talvez, no caso delas, a remuneração básica de 20% sobre a veiculação justifique o investimento em concorrências para a conquista de uma conta que irá garantir uma boa rentabilidade durante um longo período.

Trabalhamos por projetos isolados. Por isso, não devemos ter com os Clientes este tipo de comportamento.

Nosso principal faturamento vem da criação. O das agências, da veiculação. Você conhece algum caso de Cliente solicitar a várias agências que veiculem por ele, para pagar somente a que der melhor resultado?

Então, por que temos de criar de graça, se é disso que vivemos, se é essa a mercadoria que temos para vender?

Imagine que você aceite participar regularmente de concorrências especulativas. Imagine que você consiga atingir a incrível performance de vencer 70% das vezes.

Pergunto: quem irá reembolsar suas horas nos 30% de maus resultados?

Certamente seus outros clientes, para os quais você terá que cobrar mais 30% sobre os honorários normais de forma a se sustentar ou a sua estrutura.
Vivemos em função de nossos Clientes. Não devemos medir esforços para atender suas necessidades. Mas uma relação, para ser forte, fértil, consistente, tem de ser construída sobre uma base de conhecimento e respeito entre as partes.

Quando o cliente sabe que vai pagar por um serviço, ele fica mais exigente. Melhora a qualidade das informações envolvidas no processo. Esta é a primeira condição para que bons resultados sejam alcançados.

No cenário vigente, somos os primeiros a errar, aceitando participar de projetos especulativos. Não é mais possível investir um grande número de horas em Clientes que não nos dão certeza de vir a faturá-las. É melhor ganhar um tempo extra de estudo ou lazer ou até diminuir sua estrutura…

Se não formos capazes de fazer nossos Clientes entenderem a natureza especial dos serviços que prestamos, estaremos nos posicionando mal perante o mercado.
Temos de ser os primeiros a nos valorizar, a passar para eles as vantagens e benefícios que nossos serviços vão trazer para seus negócios.

Não inicie um trabalho sem antes acertar seus aspectos comercias. Lembre-se de que nossos projetos são feitos sob medida. Se o cliente não paga por eles, você não poderá vendê-los para outros.”

* Gilberto Strunk é formado em engenharia civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em design pela ESDI, Escola Superior de Desenho Industrial, e é Mestre pela Escola de Comunicação. Autor dos livros “Identidade Visual, a Direção do Olhar”, “Marca Registrada”, “Viver de Design” e “Como criar identidades visuais para marcas de sucesso”, tem trabalhos publicados em livros e revistas especializadas no Brasil, Suíça, Japão, Polônia, Inglaterra e Estados Unidos e vários projetos premiados. É Professor Adjunto da Escola de Belas Artes da UFRJ, Diretor de Criação da DIA Comunicação de Marketing  (São Paulo e Rio), Ex-Presidente da AMPRO, Associação de Marketing Promocional, capítulo Rio (94/96) e do POPAI (Point-of-purchase Advertising International) Brasil (98/2000), do qual membro do Conselho Consultivo, do Board Internacional e certificado como Consultor em merchandising no ponto-de-venda.

Bumerangue

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

É engraçado como dezembro chega sempre carregado de nostalgia. Comecei a pensar nesse texto e muitas lembranças invadiram minha cabeça. Aproveitei esse turbilhão para falar de coisas que adoro. Criança, sorvete, brinquedo e o meu bairro.

Na minha infância o Recreio era muito diferente. Muito barro e crianças brincando na rua. Muitas crianças. Minhas férias de verão, naquele tempo, significavam três longos meses de muito sol no rosto, futebol no campão, pipa na esquina, Mega-drive no Popó, Comandos-em-Ação na casa do Renatinho, Chicabon na lojinha ao lado do Recanto e muita Coca-Cola de garrafinha no posto Texaco. Um ano, porém, foi diferente. Um presente de Natal desbancou todas as outras atividades. Ainda me lembro bem das tardes ensolaradas que passei arremessando meu bumerangue. O desafio do arremesso perfeito e seu retorno mágico tornaram essas tardes muito divertidas.

Até a próxima!

Guilherme Andrade

É incrível como algumas coisas marcam a gente e ficam guardadas para sempre em nossa memória. Fazem parte de nossas vidas, entrando em nossa casa e em nosso coração. Participando do almoço de família ou do nascimento do nosso primeiro filho. Desse brinquedo eu não esqueci. Como também não esqueci do Chicabon, da Coca-Cola ou do posto Texaco. O Mega-drive jogo até hoje!

Fazer parte da história de alguém é o que toda marca sonha. Só assim que se formam os defensores da marca, consumidores fiéis e a melhor divulgação. Mas para tanto é preciso trabalho duro e realizado por gente que sabe o que faz. É preciso investir, arremessar o bumerangue, mas também conhecer o movimento certo. Quantas vezes o bumerangue foi e não voltou, até que alguém me mostrasse como atirá-lo direito? Nesses casos, só me restava correr atrás?

Lembro de muitas vezes arremessá-lo contra o sol e, por uma fração de segundos, perdê-lo completamente de vista. Porém me confortava a certeza que, tendo realizado o movimento correto, em breve o bumerangue retornaria às minhas mãos, preenchendo meu rosto com um belo sorriso e enchendo meu coração de orgulho e satisfação.

Planejamento e investimento trazem de volta resultados, novos clientes, novas compras. O bumerangue é feito para voltar, basta saber arremessá-lo.

Boas festas e até 2008!

Mr Gula! Hummmm…

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A cafeteria e lanchonete Mr Gula, com inauguração marcada para dezembro deste ano aqui no Recreio/RJ, confiou a nós a responsabilidade e criar sua identidade visual! Como carro-chefe ele traz um maravilhoso pão de batata recheado, quentinho e delicioso! Pode provar que assinamos em baixo!

Quem é o dono do seu nariz?

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Há tempos venho pensando em como seria o trabalho nas empresas de comunicação se todos que contratassem pessoas qualificadas para tal serviço encarassem a atividade de forma mais profissional e séria. Reconhecessem como é importante acompanhar de perto todas as etapas que compõe o projeto. Para quem o executa, este acompanhamento é imprescindível, mas muitas vezes quem contrata não dá o devido valor e atenção ao processo e, inevitavelmente, encontra problemas na etapa final. Determinar quem tem a competência necessária para acompanhar todo o processo e definir as responsabilidades de cada um é garantia de um final feliz. Nada de dores de cabeça aos 45 minutos do segundo tempo.

Tomemos como exemplo Adriana, uma mulher insegura que, após tantos anos sonhando, resolve fazer uma plástica no nariz. Primeiramente, procura um cirurgião plástico de confiança e orientada por este, decide o tipo de nariz que melhor combina com seu rosto. Na segunda consulta, analisa fotos-montagem com seu novo perfil e decidida, marca a cirurgia, que é realizada com sucesso. Após sua recuperação e com o nariz do jeito que escolheu, ela resolve mostrar a novidade à família. De cara, sua mãe diz: “Odiei! Não combina com você, devia ser mais arrebitado! Foi pra esse nariz que gastei minhas economias?!”.

Adriana, triste e influenciada pela reação da mãe, marca uma nova consulta, onde conta tal história e diz que mudou de idéia. O médico prova, novamente, que o nariz mais arrebitado não combina, e que o escolhido fica muito mais harmonioso no seu rosto. Adriana bate o pé, quer dizer, sua mãe bate o pé. O médico, então, como profissional sério e tendo certeza de que seu trabalho foi bem feito, diz que se ela realmente quer refazer a plástica, terá que pagar uma nova cirurgia.

Não poderíamos esperar nada diferente, pois se não cobrasse pela nova cirurgia, ele teria que pagar pelo hospital, por toda equipe de profissionais necessários, além do equipamento e medicação. Nada mais justo, certo?

Pensando assim, por que o mesmo não ocorre quando se trata de um projeto de comunicação? Por que os serviços de um profissional qualificado, que cumpriu todas as etapas do processo acordadas desde o princípio, não é reconhecido e muitas vezes subestimado? Como você pode, no final, desconsiderar todo o trabalho aprovado e realizado, que consumiu horas de pesquisa, investimento e estudo detalhado, e querer voltar à estaca zero?

Afinal, você prefere ouvir a voz de um profissional especializado ou da sua mãe que como cirurgiã é uma ótima economista?

Até a próxima!

Guilherme Andrade